A Confiança
A confiança é, por vezes, encarada como uma forma de sentirmos bem. Encontra-se aplicada a muitas actividades e situações do nosso dia-a-dia.
Um estudante necessita de confiança naquilo que aprende e naquilo que faz ao nível dos estudos para que seja bem sucedido. Um desportista deve manter-se confiante e motivado ao longo da época para que a sua regularidade, forma e desempenho em termos competitivos se manifeste pela positiva. São exemplos de confiança em nós próprios. Enfim, todos nós precisamos de confiança em nós mesmos para progredir e desenvolver no sentido evolutivo crescente.
No entanto, existe um outro tipo de confiança. Uma confiança que não está muito relacionada com a motivação. É a confiança que temos nos outros. Este tipo de confiança está, então, associado à segurança que colocamos nos outros relativamente a certas expectativas. São os melhores amigos em quem depositamos esta confiança na maioria das vezes.
Um estudante necessita de confiança naquilo que aprende e naquilo que faz ao nível dos estudos para que seja bem sucedido. Um desportista deve manter-se confiante e motivado ao longo da época para que a sua regularidade, forma e desempenho em termos competitivos se manifeste pela positiva. São exemplos de confiança em nós próprios. Enfim, todos nós precisamos de confiança em nós mesmos para progredir e desenvolver no sentido evolutivo crescente.
No entanto, existe um outro tipo de confiança. Uma confiança que não está muito relacionada com a motivação. É a confiança que temos nos outros. Este tipo de confiança está, então, associado à segurança que colocamos nos outros relativamente a certas expectativas. São os melhores amigos em quem depositamos esta confiança na maioria das vezes.
Mas, até onde vai este nível de confiança?
Vejamos o seguinte exemplo:
“O João tem um vizinho, que é o seu melhor amigo, o Pedro. O Pedro joga futebol numa equipa onde o Luís é o seu grande amigo. O João roubou um objecto numa loja, e contou ao seu grande amigo Pedro. Mostrou o que roubou e pediu segredo. Contudo, o Pedro, num treino, comentou com o Luís, o que o João tinha roubado, e pediu que não comentasse isso com ninguém, já que o João lhe tinha pedido o mesmo.”
O João confiou no Pedro, por ser seu grande amigo, para guardar segredo. E o Pedro, por ter também outro grande amigo, contou ao Luís, pedindo que não comentasse com ninguém.
E se o Luís tiver outro amigo a quem contar esse ‘suposto’ segredo? Possivelmente, seguia-se o Manuel, o Simão, o Ricardo, o David, o Patrício, e tantos outros entravam nesta corrente contínua.
Muito provavelmente, o segredo acabaria por se configurar noutro parecido, mas não igual. Imaginemos ainda, que o João não queria que a sua mãe tomasse conhecimento do sucedido. Será que a sua mãe não acabava por saber se a corrente se prolongasse um pouco mais…
Pois, é neste sentido que devemos ser mais cautelosos, tanto a reflectir antes dos nossos actos, nomeadamente a quem confiamos certas situações pessoais e outras coisas que gostamos que poucas pessoas saibam, bem como, tentarmos não desiludir os outros, ou melhor, tentarmos respeitar as decisões deles.
Este exemplo pode não ser o melhor, até porque, o meu objectivo não era aplicado tanto a crianças. Refiro-me mais aos problemas que aparecem e acumulam-se nos adultos, que tantas vezes desabafam bem, mas, por vezes, com as pessoas erradas. Mesmo no caso dos jovens, eles contam muito pouco com o apoio dos pais, o que não está totalmente certo. Era mais neste fio de ideias que tentava transmitir o exemplo acima escrito.
Contudo, não quero assustar ninguém, nem tão pouco, afirmar que a confiança nos outros é quase nula… Não! Existe quem respeite e corresponda…
Esta é apenas uma reflexão, que tantas vezes passa por observação!
2 Comments:
Infelizmente, também os pais confiam muito pouco nos filhos...quantas vezes é que eles nos contam os seus problemas? Mas tens razão Nuno, há que saber o que contar e a quem contar.
Pois é meus caros, os níveis de confiança familiar andam em baixa...o que, no meu ponto de vista é mau...Quanto ao assunto abordado tens toda a razão´: é preciso ter confiança na confiança que depositamos nos nossos amigos. Eu tenho confiança na confiança que dedico a um número restrito de pessoas...e inda bem. Podem dizer que o mais certo é qualquer dia desiludir-me...bem, não seria a primeira vez...não seria certamente a última... Mas como poderiamos viver sem partilharmos a nossa vida com os outros??
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